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Água, isotônico ou gel? O que usar em cada fase da corrida

Por: Daniela Sevilha

Publicado em 7 de julho de 2026

Água, isotônico ou gel? O que usar em cada fase da corrida

Foto: O2Corre

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Quem corre já passou por essa situação: chega o dia da prova, a mesa de hidratação aparece no horizonte e surge a dúvida. Água ou isotônico? E aquele gel de carboidrato que muita gente leva preso ao short, será que é necessário?

Com a aproximação do Circuito Banco do Brasil de Corrida no Rio de Janeiro, que acontece no dia 19 de julho, em Copacabana, muitos corredores começam a pensar não apenas nos treinos, mas também em como cuidar da hidratação durante os percursos de 5 km e 10 km. A boa notícia é que não existe uma fórmula complicada. Entender a função de cada recurso já é suficiente para fazer escolhas mais inteligentes e correr com mais conforto.

Água: a companheira de todas as distâncias

Se existe um item indispensável para qualquer corredor, é a água. Ela ajuda a regular a temperatura corporal, transporta nutrientes e contribui para o funcionamento adequado dos músculos. Quando a hidratação não está em dia, o corpo costuma avisar rapidamente: o ritmo cai, o cansaço aparece mais cedo e a sensação de esforço aumenta.

Para quem vai correr 5 km, a água costuma dar conta do recado, especialmente quando o atleta chega bem hidratado à largada. Nos 10 km, ela continua sendo a principal aliada, embora alguns corredores possam se beneficiar de estratégias complementares dependendo do ritmo, do tempo de prova e das condições climáticas.

O papel do isotônico

Ao contrário do que muita gente pensa, o isotônico não serve apenas para matar a sede. Sua principal função é repor eletrólitos, como sódio e potássio, minerais que são eliminados pelo suor e que participam de processos importantes, como a contração muscular e o equilíbrio dos líquidos no organismo.

Em treinos ou provas mais longas, especialmente em dias quentes, ele pode ajudar a manter o desempenho e reduzir os efeitos da desidratação. Isso não significa que toda corrida exige isotônico. Em muitos casos, a água continua sendo suficiente. Mas para quem passa mais tempo correndo ou transpira bastante, ele pode ser um bom complemento.

E o famoso gel?

O gel de carboidrato costuma despertar curiosidade principalmente entre corredores iniciantes. Diferentemente da água e do isotônico, ele não tem como objetivo hidratar. Sua função é fornecer energia rápida para os músculos durante exercícios prolongados. Por isso, ele é mais comum em meias maratonas, maratonas e treinos longos.

Em provas de 5 km, geralmente não há necessidade de utilizar gel. Nos 10 km, alguns atletas mais experientes podem optar pelo uso, mas a maioria dos corredores consegue completar a distância tranquilamente apenas com uma alimentação adequada antes da largada.

Teste antes de usar

Existe uma regra que vale para qualquer corredor, do iniciante ao experiente: nunca experimentar algo novo no dia da prova. Se a ideia é usar um isotônico diferente ou testar um gel de carboidrato, o momento certo para isso é durante os treinos. Cada organismo reage de uma forma, e descobrir o que funciona para você com antecedência pode evitar desconfortos e surpresas desagradáveis.

No fim das contas, água, isotônico e gel não competem entre si. Cada um tem sua função e seu momento. Saber quando usar cada recurso ajuda o corredor a aproveitar melhor a experiência, seja em uma corrida de estreia, seja na busca por um novo recorde pessoal.

E para quem estará na largada do Circuito Banco do Brasil de Corrida, a recomendação é simples: prepare-se, hidrate-se e aproveite cada quilômetro de um dos percursos mais emblemáticos do calendário nacional de corridas.

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