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Entre templos e arranha-céus, o encanto da Maratona de Tóquio

Por: Daniela Sevilha

Publicado em 26 de fevereiro de 2026

Entre templos e arranha-céus, o encanto da Maratona de Tóquio

Foto: O2Corre

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Em 2007, o Japão recebeu sua primeira edição da Maratona de Tóquio, unificando corridas anteriores e abrindo espaço para um evento que se tornaria símbolo de organização e emoção. Quase vinte anos depois, a prova celebra sua história como uma das Abbott World Marathon Majors, atraindo mais de 38 mil corredores de todo o mundo e encantando pela mistura entre tecnologia, cultura e espiritualidade.

Correr em Tóquio é mergulhar em um país que reverencia o silêncio e a disciplina, mas vibra intensamente a cada passada. Do moderno bairro de Shinjuku, onde os arranha-céus refletem o amanhecer, até a chegada diante do Palácio Imperial de Tóquio, a maratona é um percurso de contrastes: templos centenários dividem espaço com painéis de LED e ruas tomadas por voluntários que distribuem sorrisos e incentivo.

Perto de completar 20 anos, a Maratona de Tóquio celebra não apenas uma história esportiva, mas também um encontro entre culturas, valores e sonhos — uma prova que representa o equilíbrio entre tradição e inovação, serenidade e intensidade.

A edição de 2025 reuniu 37 mil inscritos, com 36.204 concluintes na maratona oficial. No setor de elite, a prova masculina viu o triunfo do etíope Tadese Takele, que venceu aos 22 anos com o tempo de 2h03min23s, estabelecendo sua melhor marca pessoal. Já na prova feminina, Sutume Asefa Kebede repetiu sua vitória de 2024 ao cruzar a linha de chegada em primeiro lugar, com 2h16min31s, consolidando-se como uma das principais maratonistas da atualidade.

Ao longo dos anos, a Maratona de Tóquio evoluiu não apenas em tamanho, mas em significado. Conectando corredores amadores e profissionais de mais de cem países, ela se tornou uma vitrine global de resistência, estratégia e paixão pela corrida de rua. E não é apenas nos números que a prova impressiona: a atenção aos detalhes, desde a infraestrutura impecável até a integração de arte, tecnologia e sustentabilidade, define o que muitos consideram o padrão ouro das grandes maratonas.

Porque, no fim das contas, correr Tóquio é mais do que conquistar uma medalha, é vivenciar o espírito japonês em movimento: preciso, respeitoso e, acima de tudo, humano.

Você sabia?

  • O percurso é considerado um dos mais rápidos do circuito, com altimetria suave e clima ameno.
  • A medalha da prova muda a cada edição e é inspirada em elementos da cultura japonesa, já teve design com flores de cerejeira, tsurus e até símbolos do zodíaco oriental.
  • Em 2025, a prova recebeu transmissão para mais de 150 países e bateu recorde de voluntários: mais de 10 mil pessoas atuaram na organização.

Leia a seguir:Entre templos e arranha-céus, o encanto da Maratona de Tóquio

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