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A corrida de rua ganha um novo perfil no Brasil: mais feminina, mais jovem e mais plural

Por: Daniela Sevilha

Publicado em 3 de fevereiro de 2026

A corrida de rua ganha um novo perfil no Brasil: mais feminina, mais jovem e mais plural

Foto: O2Corre

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A corrida de rua ganha um novo perfil no Brasil: mais feminina, mais jovem e mais plural

A corrida de rua vive uma nova fase no Brasil. Mais do que um esporte, ela se tornou um reflexo das transformações sociais e culturais do país. Um levantamento recente realizado pela Olympikus, em parceria com a Box1824, mostra que 2 milhões de brasileiros começaram a correr em 2025, elevando o número total de praticantes para 15 milhões. O crescimento de 15% em um ano confirma o que já se percebe nas ruas e nas redes sociais: a corrida está mais diversa, mais democrática e mais conectada ao cotidiano das pessoas.

Uma corrida mais diversa e acessível

O novo perfil do corredor brasileiro é marcado pelo equilíbrio e pela pluralidade. Há hoje uma distribuição praticamente igual entre homens (50%) e mulheres (50%), com idade média de 34 anos. A classe C lidera entre os praticantes, representando 43% dos corredores, e o Sudeste concentra metade dessa comunidade. Os dados também mostram uma corrida que reflete a diversidade racial do país: 43% brancos, 36% pardos e 10% pretos. O esporte está mais acessível, mais representativo e com um número crescente de iniciantes, especialmente entre mulheres e jovens.

Mais mulheres, mais jovens, novos ritmos

As mulheres são as principais responsáveis pela expansão da corrida no Brasil. Mais da metade começou a correr há menos de um ano, impulsionadas por motivações ligadas à saúde mental, equilíbrio e bem-estar. A presença feminina ajuda a redefinir a forma de correr: menos focada em performance e mais voltada à constância e ao prazer. A nova geração de corredoras vê o esporte como uma ferramenta de autoconfiança e pertencimento. Ao mesmo tempo, cresce o número de jovens entre 18 e 24 anos, faixa que passou de 12% para 20% dos praticantes. Eles trazem uma relação mais digital e coletiva com a corrida, valorizando desafios, grupos e experiências compartilhadas.

De esporte individual a movimento coletivo

Embora a corrida tenha nascido como um esporte solitário, ela vem se tornando cada vez mais social. A pesquisa mostra aumento na adesão a grupos e assessorias, enquanto o número de corredores que treinam sozinhos diminuiu. Esses grupos deixaram de ser apenas espaços de acolhimento e passaram a oferecer estrutura de treino, orientação técnica e incentivo à performance. O resultado é um ecossistema mais maduro, colaborativo e profissional.

Desafios e novos caminhos

Apesar do otimismo, há obstáculos que persistem. A falta de tempo e a insegurança nas ruas ainda são as principais barreiras, especialmente para mulheres — 32% delas relatam evitar correr em determinados horários ou locais por medo. Mesmo com essas dificuldades, o cenário é de expansão. A corrida se consolida como uma das principais práticas esportivas do Brasil, atrás apenas da caminhada, musculação e futebol. E mais importante: ela se firma como uma forma de viver melhor, e não apenas de competir. O esporte que começou como uma prática individual, hoje representa muito mais: é saúde, expressão, equilíbrio e comunidade. E o melhor de tudo? Cada vez mais gente está calçando o tênis para descobrir o poder transformador de correr.

Por Dentro do Corre em Números

  • 15 milhões de brasileiros correm regularmente
  • +2 milhões de novos praticantes em 2025 (+15%)
  • 50% mulheres / 50% homens
  • 34 anos é a idade média dos corredores
  • 43% pertencem à classe C
  • 50% vivem no Sudeste
  • Diversidade racial: 43% brancos, 36% pardos</st

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